sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Concurso do National Press Photographers Association dos EUA

A evolução do uso da foto no jornalismo na Internet é gritante. Analisando o concurso promovido pela National Press Photographers Association dos EUA observo que a fotografia ocupava praticamente o mesmo espaço que a foto numa publicação impressa. De 2003 a 2007 ( período analisado) vemos que as fotos foram ganhando espaço a ponto do ganhador de 2007 (Mercury News Photo.com) só utilizar fotos na página principal. O resultado foi um site muito mais atraente e limpo pois o leitor não fica "perdido" tentando localizar assuntos.

Com o aumento da capacidade de transmissão de dados (largura da banda) teoricamente teríamos a possibilidade de ter mais recursos multimídias (foto, vídeo etc) disponíveis. O problema é que no Brasil há uma grande disparidade entre os usuários de Internet. Um exemplo disso é que nessa semana a empresa NET anunciou o lançamento de uma banda larga de 50 Megas em um bairro do Rio de Janeiro. É a maior já disponível por aqui. Produzir conteúdo para esses parcos usuários ou produzir algo que seja acessível a todos continua sendo uma opção pelo número de usuários. Só para constar, ainda existe um número enorme de pessoas que tem acesso a Internet com conexões discadas e com velocidades que não ultrapassam os 500 Kbps.

Não acho que a rotina e as formas de organização de um foto jornalista de um veículo impresso sejam diferentes de um que trabalhe com jornalismo on line. Talvez o apuro técnico seja diferente em alguns situações mas isso também vai depender do veículo e da proposta da linha editorial.

Acredito que mesmo com todos os recursos midiáticos existentes (somados com os que imaginamos estarem por vir) a fotografia permanecerá sendo utilizada. A foto permite ao leitor um espaço (que é quase lúdico) de imaginação e complementação das informações que outros recursos não oferecem. O ato de "congelar um instante" possibilita condensar e traduzir muita informação, coisa que um vídeo não consegue. Fotografar é condensar e acho que não há nada mais prático inventado pelo homem para traduzir e decodificar uma situação.

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